O bipe rítmico e insistente dos aparelhos era o único som que preenchia o quarto 402. Sob o lençol branco do hospital, Lizzy parecia ainda menor do que era. O rosto, geralmente vibrante, estava pálido, e o sono era pesado, fruto da medicação para a dor e dos antibióticos que tentavam conter a infecção.
- Minha doce menininha...
Amélia sentia um nó cego na garganta. As palavras do médico ainda ecoavam em sua mente, "Estenose de JUP".
- Uma má formação congênita que se manifestou da pior forma agora. O canal obstruído causou uma infecção no rim, e a cirurgia de emergência não é mais uma opção, mas uma necessidade imediata assim que a febre baixar.
Ela se afastou da cama e caminhou até o canto do quarto, pressionando o celular contra o ouvido. Seus dedos tremiam.
— Por favor, não me coloque na espera de novo... implorou Amélia, com a voz sussurrada para não acordar a filha.
— Eu só preciso que autorizem a consulta do especialista e os exames pré-operatórios. Minha filha est