Amélia sentiu o peito arder. O ar não chegava aos pulmões. Ela olhou para Lizzy, que se mexeu levemente sob o efeito dos remédios, a culpa a atingiu como um soco, como ela pôde deixar as coisas chegarem a esse ponto? A demissão, a vulnerabilidade total. Não havia ninguém para recorrer. Sozinha.
Largou o celular no colo e sentiu o mundo se desabar. O ar parecia ter ficado escasso no quarto. Seus batimentos cardíacos ecoavam em seus ouvidos, competindo com o bipe do monitor de Lizzy. Ela estav