A madrugada em Porto Cristal era silenciosa, mas dentro da mansão Volkov, o ar parecia vibrar com uma eletricidade latente. Dmitri cruzou o limiar do quarto com movimentos predatórios e silenciosos, desfazendo-se do peso do dia junto com o paletó de alfaiataria. O cheiro de tabaco caro e poder que ele carregava foi substituído pelo frescor do banho rápido, antes de ele finalmente deslizar para baixo dos lençóis de seda negra.
Amélia era um vulto suave na penumbra, entregue a um sono profundo.