Clara
O tribunal estava lotado. O som do murmúrio ecoava pelas paredes cobertas de madeira escura, e o ar parecia mais pesado a cada segundo. Eu estava algemada, sentada na cadeira dos réus, com dois policiais ao meu lado. Minhas mãos tremiam, mas não era medo. Era raiva. Raiva por tudo ter chegado a esse ponto. Raiva por estar ali, humilhada, julgada, enquanto aquela mulher se fazia de vítima.
O juiz entrou na sala e todos se levantaram. Quando e