Mundo de ficçãoIniciar sessãoQuando o avião aterrissa em solo catalão, já é quase meia-noite. A cidade está movimentada por ser sábado, e a noite está escaldante, clima típico dos meses de verão, o que me agrada. É a época mais bela e prazerosa do ano, onde posso me esbaldar nos corpos femininos bronzeados. Meu motorista me aguarda pacientemente no desembarque. Também pudera, não tem do que reclamar com o salário gordo que pago a ele.
Pego minha mala e sigo na sua direção. Estou satisfeito por estar de volta ao Espanha, contudo, a longa viagem me deixou quebrado. Preciso urgentemente comer algo e tomar o belo de um banho. — Boa noite, senhor. Bem-vindo de volta — cumprimenta e pega a minha mala. — Boa noite, Antônio — respondo e o sigo até o Cadillac chumbo, estacionado próximo à saída do aeroporto. Enfio as mãos por dentro do tecido do meu terno preto e ajeito a peça no meu corpo. Entro no banco traseiro do carro e, após me acomodar, ergo a manga do terno para verificar as horas no relógio de pulso pela milésima vez. — Direto para o seu apartamento, senhor Ferrer? — pergunta Antônio, olhando-me pelo retrovisor. — Sim, por favor — confirmo. O homem, já de meia-idade e olhos cansados, assente e segue viagem, permanecendo em silêncio. Desvio minha atenção das ruas de Barcelona e pego meu celular. Há mais alguns recados da secretária e de Ignacio. Leio por alto e respondo algumas coisas rapidamente. Continuo passando as mensagens, vendo se há mais alguma relevante, e é quando algo me chama atenção. Há uma mensagem de um número que não está em meus contatos, mas não é o mesmo que me enviou besteiras anônimas durante a semana. Leio o texto onde a pessoa diz que me conhece e que estará presente em um dos eventos da Ferrer Engenharia nas próximas semanas. Olho a foto do perfil e o que vejo me agrada. Agrada-me muito, na verdade. É uma foto sexy, não muito reveladora, mas me dá a ideia de ser uma mulher deliciosa. Seu corpo é pequeno e franzino, mas ainda assim, atraente. Ela possui a cintura fina e um traseiro empinadinho, posso ver perfeitamente pela forma justa e sensual com que o vestido longo a emoldura. Passo meus olhos pelos cabelos escuros e longos. Involuntariamente, sorrio quando me imagino segurando as madeixas com força, enquanto ela rebola essa bunda no meu pau, de quatro. Para conferir sua afirmação de que já nos encontramos, analiso o seu rosto. Realmente, tenho a nítida impressão de que a conheço, mas não me recordo de onde, nem quando a vi. Mas isso não tem importância agora. Em outra ocasião, eu ignoraria, como sempre faço. Mas como agora estou dentro do carro, sem mais nada importante para fazer, decido respondê-la e fazê-la se sentir importante em algum momento da vida. Rodrigo: Oi, linda. Que bela surpresa. Como se chama? Aguardo alguns minutos, mas a resposta não vem. Guardo o celular no bolso do terno e, assim que o motorista estaciona o veículo no estacionamento do meu prédio no Pedralbes, desço. Pego a mala e sigo para o elevador a passos rápidos; entro e aciono o botão que dá acesso à minha cobertura. Minha digital libera o movimento do elevador, que inicia sua subida. Quando as portas se abrem, respiro aliviado e entro no meu apartamento. Levo a mala para a suíte que ocupo e a deposito no piso de tábua corrida. Em seguida, começo a tirar as minhas roupas. Uma por uma, vejo as peças caírem no chão. Quando fico completamente pelado, pego as roupas e as levo até o cesto para depois entrar debaixo do chuveiro. Tomo um banho rápido, enrolo-me num roupão branco e desço as escadas. Caminho na direção da cozinha e vou direto à geladeira. Pego um dos pratos que Pilar preparou e deixou no congelador, retiro o plástico protetor e coloco o recipiente no micro-ondas. Pilar é como se fosse minha segunda mãe, trabalha para a minha família há anos e é a responsável por cuidar do meu apartamento e das coisas pessoais. Depois de me alimentar, vou até a adega e passo meus dedos pelos rótulos das várias garrafas de vinho e uísque que comprei em leilões ao redor do mundo. Alguns me custaram uma verdadeira fortuna. Penso em optar pelo uísque, mas, quando olho para o balcão ao lado da adega, vejo uma garrafa de Bourgogne 1974 dentro do balde com gelo. Balanço a cabeça e sorrio. Pilar realmente me conhece. Pego o balde, meu celular e subo as escadas. Caminho direto para o terraço. Sento-me em uma das espreguiçadeiras e me sirvo de uma taça da bebida encorpada. A luz da lua se reflete na água da piscina e traz um ar de calmaria ao ambiente. Deixa tudo mais harmonizado. Tomo um gole da bebida e degusto o sabor levemente ácido que me faz relaxar. Desato o nó do roupão e permito que as bandas da peça caiam de cada lado do meu corpo, deixando os músculos do peito e o meu pau em evidência. O ar refrescante faz com que eu me distraía e feche os olhos. Suspiro, satisfeito com todo o luxo e poder que possuo sob o meu controle. Uma vida de rei. De repente, ouço o toque de mensagens do meu celular. Pego o aparelho e confiro as horas; já passa de uma da manhã. Abro o aplicativo de mensagens, passo a mão na minha barba que começa a despontar e leio a resposta da mulher. >>Me chamo Blanca. ;) <






