5 - RODRIGO

Quando o avião aterrissa em solo catalão, já é quase meia-noite. A cidade está movimentada por ser sábado, e a noite está escaldante, clima típico dos meses de verão, o que me agrada. É a época mais bela e prazerosa do ano, onde posso me esbaldar nos corpos femininos bronzeados. Meu motorista me aguarda pacientemente no desembarque. Também pudera, não tem do que reclamar com o salário gordo que pago a ele.

Pego minha mala e sigo na sua direção. Estou satisfeito por estar de volta ao Espanha, contudo, a longa viagem me deixou quebrado. Preciso urgentemente comer algo e tomar o belo de um banho.

— Boa noite, senhor. Bem-vindo de volta — cumprimenta e pega a minha

mala.

— Boa noite, Antônio — respondo e o sigo até o Cadillac chumbo, estacionado

próximo à saída do aeroporto.

Enfio as mãos por dentro do tecido do meu terno preto e ajeito a peça no meu corpo. Entro no banco traseiro do carro e, após me acomodar, ergo a manga do terno para verificar as horas no relógio de pulso pela milésima vez.

— Direto para o seu apartamento, senhor Ferrer? — pergunta Antônio, olhando-me pelo retrovisor.

— Sim, por favor — confirmo.

O homem, já de meia-idade e olhos cansados, assente e segue viagem, permanecendo em silêncio. Desvio minha atenção das ruas de Barcelona e pego meu celular.

Há mais alguns recados da secretária e de Ignacio. Leio por alto e respondo algumas coisas rapidamente. Continuo passando as mensagens, vendo se há mais alguma relevante, e é quando algo me chama atenção. Há uma mensagem de um número que não está em meus contatos, mas não é o mesmo que me enviou besteiras anônimas durante a semana.

Leio o texto onde a pessoa diz que me conhece e que estará presente em um dos eventos da Ferrer Engenharia nas próximas semanas.

Olho a foto do perfil e o que vejo me agrada. Agrada-me muito, na verdade. É uma foto sexy, não muito reveladora, mas me dá a ideia de ser uma mulher deliciosa. Seu corpo é pequeno e franzino, mas ainda assim, atraente. Ela possui a cintura fina e um traseiro empinadinho, posso ver perfeitamente pela forma justa e sensual com que o vestido longo a emoldura.

Passo meus olhos pelos cabelos escuros e longos. Involuntariamente, sorrio quando me imagino segurando as madeixas com força, enquanto ela rebola essa bunda no meu pau, de quatro.

Para conferir sua afirmação de que já nos encontramos, analiso o seu rosto. Realmente, tenho a nítida impressão de que a conheço, mas não me recordo de onde, nem quando a vi. Mas isso não tem importância agora.

Em outra ocasião, eu ignoraria, como sempre faço. Mas como agora estou dentro do carro, sem mais nada importante para fazer, decido respondê-la e fazê-la se sentir importante em algum momento da vida.

Rodrigo: Oi, linda. Que bela surpresa. Como se chama?

Aguardo alguns minutos, mas a resposta não vem. Guardo o celular no bolso do terno e, assim que o motorista estaciona o veículo no estacionamento do meu prédio no Pedralbes, desço. Pego a mala e sigo para o elevador a passos rápidos; entro e aciono o botão que dá acesso à minha cobertura. Minha digital libera o movimento do elevador, que inicia sua subida.

Quando as portas se abrem, respiro aliviado e entro no meu apartamento. Levo a mala para a suíte que ocupo e a deposito no piso de tábua corrida. Em seguida, começo a tirar as minhas roupas.

Uma por uma, vejo as peças caírem no chão. Quando fico completamente pelado, pego as roupas e as levo até o cesto para depois entrar debaixo do chuveiro. Tomo um banho rápido, enrolo-me num roupão branco e desço as escadas. Caminho na direção da cozinha e vou direto à geladeira.

Pego um dos pratos que Pilar preparou e deixou no congelador, retiro o plástico protetor e coloco o recipiente no micro-ondas. Pilar é como se fosse minha segunda mãe, trabalha para a minha família há anos e é a responsável por cuidar do meu apartamento e das coisas pessoais.

Depois de me alimentar, vou até a adega e passo meus dedos pelos rótulos das várias garrafas de vinho e uísque que comprei em leilões ao redor do mundo. Alguns me custaram uma verdadeira fortuna.

Penso em optar pelo uísque, mas, quando olho para o balcão ao lado da adega, vejo uma garrafa de Bourgogne 1974 dentro do balde com gelo. Balanço a cabeça e sorrio. Pilar realmente me conhece.

Pego o balde, meu celular e subo as escadas. Caminho direto para o terraço. Sento-me em uma das espreguiçadeiras e me sirvo de uma taça da bebida encorpada.

A luz da lua se reflete na água da piscina e traz um ar de calmaria ao ambiente. Deixa tudo mais harmonizado. Tomo um gole da bebida e degusto o sabor levemente ácido que me faz relaxar. Desato o nó do roupão e permito que as bandas da peça caiam de cada lado do meu corpo, deixando os músculos do peito e o meu pau em evidência. O ar refrescante faz com que eu me distraía e feche os olhos. Suspiro, satisfeito com todo o luxo e poder que possuo sob o meu controle. Uma vida de rei.

De repente, ouço o toque de mensagens do meu celular. Pego o aparelho e confiro as horas; já passa de uma da manhã. Abro o aplicativo de mensagens, passo a mão na minha barba que começa a despontar e leio a resposta da mulher.

>>Me chamo Blanca. ;)

<

Interessante. Gostaria de revê-la em uma ocasião mais discreta.

Envio a mensagem e aguardo a moça misteriosa me responder. Pouco me importo se fui tão direto, elas nunca dizem não.

>>Creio que terá uma bela surpresa quando me vir.

Gargalho e tomo outro gole da minha bebida. Tadinha, ela nem imagina que nada mais neste mundo me surpreende.

<

>> Blanca: 22, e a sua?

<< Rodrigo: Um bebê. Tenho 38, criança. ;)

Coloco a taça vazia no suporte ao lado do balde e passo a mão no meu pau, que está levemente ereto, atiçado por este joguinho barato e misterioso. Volto a olhar o celular.

>>Blanca: Gosto de homens experientes :)

Sorrio novamente, envolvido com a ousadia dela. Não me lembro de ter ficado com nenhuma mulher tão jovem nos últimos anos. Sempre preferi as mais experientes e decididas, mas talvez eu possa abrir uma exceção se ela for uma boa menina.

Aciono a câmera do meu celular, coloco a mão cobrindo o meu pau e tiro uma selfie, de modo que fique em evidência que estou pelado, revelando apenas uma parte do rosto, do nariz para baixo. Não sou irresponsável de enviar nudes para uma desconhecida… Nem mesmo para uma conhecida. Tenho visto as diversas consequências disto entre pessoas ricas, famosas e poderosas.

Envio a imagem quase irreconhecível e provoco com uma mensagem:

<

Aguardo uma resposta, mas nada vem, e acabo deixando para lá. Retorno para o quarto e me deito. Logo, pego no sono.

No dia seguinte, gemo baixinho assim que acordo, sentindo meu pau duro roçando no colchão. Estou com a bela de uma ereção matinal, louco de vontade de meter em uma boceta.

A luz dos raios solares invade o quarto, deixando claro que já está bem tarde. Levanto-me e caminho na direção do banheiro, esvazio a bexiga e lavo o rosto para despertar do sono. Retorno ao quarto e volto a me deitar. Pego o celular que deixei em cima do criado-mudo, deslizo a tela e olho as mensagens. Relembro a curta conversa que tive com a mulher ontem à noite. O fato dela não ter me respondido me deixa ainda mais eriçado. O mistério instiga os meus sentidos.

Quando vejo que tem uma resposta dela, abro a mensagem e sinto o meu pau pulsar, cheio de tesão.

>>Blanca: Creio que sim. Eu dou conta. E você?

Junto com a mensagem, há uma foto dela de frente para o espelho. A mulher está de joelhos na cama, usando apenas um shortinho e uma blusa decotada colada ao corpo pequeno e delicado. A foto revela apenas as formas do corpo, sem mostrar o rosto.

Puta que pariu. Que delícia!

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