O olho esquerdo do motorista tremelicava de ódio nos encarando. Ele passava uma faca de cabo branco de uma mão para a outra, sorrindo como quem já saboreava a vitória.
— Não adianta fugir. A madame não vai escapar.
— Não chega perto dela!
— Ou o quê? Vai quebrar o meu queixo também com a sua chave de roda?
— Foi avisado, meu amigo.
— Olho por olho. Bateu no meu parceiro, agora é sua mulher.
— Laura, entra no meu carro.
— Mas e o senhor?
— Laura. No carro. Agora.
Antes que eu obedecesse,