Quando a última peça virou cinzas, ele sorriu. Um sorriso satisfeito, sombrio… como se aquilo fosse o auge de sua vingança.
— Enquanto eu não encontro aquela traíra… — murmurou, virando-se lentamente para mim — vou me contentar em descontar toda a minha raiva em tudo que me faça lembrar dela.
Aquela frase me deu arrepios.
— E agora… o que vou vestir? — perguntei, ainda assustada com a ameaça.
— Vou pedir que arranjem algumas peças para você — respondeu com um tom casual demais. — Já que pelo seu rosto… aposto que as suas roupas não são nada bonitas — zombou, se afastando.
Aquele comentário me desmontou. Como se não bastassem os insultos que ouvi a vida inteira dentro de casa, agora eles estavam vindo de um completo estranho.
— Vamos logo! — A voz dele ecoou, ríspida.
Caminhei até a sala. Ele já estava parado na porta de saída.
— Não posso sair desse jeito — falei, apontando para o roupão que usava.
— Ou é assim… ou é nua. Você escolhe — finalizou, saindo sem olhar para trás.
Peguei mi