— Isso eu não posso prometer — respondeu, sem jeito, remexendo-se na poltrona, claramente constrangida.
Ele inclinou a cabeça, observando o nervosismo dela, e deixou escapar um sorriso enviesado.
— Não diga isso, Sara.
— Essas coisas não são tão simples para mim quanto parecem ser para você — disparou, sentindo o rosto arder.
— Eu sei — rebateu, com uma calma que a desarmou. — Eu percebi.
Ela o encarou, confusa, mas não teve coragem de dizer coisa alguma.
— Você nunca havia vivido nada assim antes, não é? — perguntou, direto, mas sem dureza.
O silêncio dela foi resposta suficiente.
— Confesso que fiquei surpreso — continuou. — Mas, sendo sincero, gostei do que vi.
— Podemos mudar de assunto? — Ela pediu.
— Não — respondeu, seco. — Eu não quero mudar de assunto.
Ela sentiu o estômago revirar.
— Saber que você nunca esteve com um homem me agrada — continuou, sem rodeios. — Me dá a certeza de exclusividade. Controle. Clareza.
Sara desviou o olhar, incomodada.
— Isso não é algo para se diz