63: Desprezada

Sem conseguir acreditar no que ouvia, Raquel se levantou do chão, ainda em choque.

— Você não pode fazer isso comigo — disse, com a voz trêmula. — Você jurou que gostava de mim, que queria fugir comigo porque me amava.

— E você caiu como uma boba na minha conversa — disparou ele, já vasculhando o armário em busca de roupas. — Como o Renato mesmo disse, você foi fácil demais.

— Seu canalha! — gritou, avançando para lhe dar um tapa no rosto.

Antes que conseguisse, Alessandro segurou seu braço com força, impedindo o golpe.

— Quem você pensa que é, hein? — rosnou. — Acha mesmo que pode tocar em mim, vagabunda?

Ela arregalou os olhos, sentindo o golpe das palavras mais do que da força.

— Como ousa me chamar assim?

— Estou mentindo? — provocou, soltando o braço dela com desprezo. — Acha mesmo que eu iria querer algo sério com uma mulher que, na primeira investida, caiu nas minhas garras sem pensar duas vezes no noivo? Pelo amor de Deus, Raquel, não se faça de santa.

Ela recuou um passo, sen
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