Alessandro estava somente com uma toalha enrolada na cintura, os cabelos ainda úmidos, sinal de que havia acabado de sair do banho.
Pela expressão debochada em seu rosto, não parecia um homem tomado por remorso ou medo. Pelo contrário, parecia alguém que esperava por aquilo havia tempo.
— Então você está aí, seu canalha! — disparou Renato, virando-se para ele. — Como ousou ir atrás da minha esposa e tocá-la?
— Ah, para com esse drama — Alessandro desdenhou. — Acha mesmo que essa história de esposa cola? Você só está com ela porque precisou substituir a Raquel de última hora.
— Eu não me importo com o que você pensa — gritou, dando um passo à frente. — Não pense que pode intimidar a Sara como se nada fosse acontecer com você.
— Quer mesmo que eu acredite que está aqui por ela? — provocou, com um sorriso torto. — Seja sincero consigo mesmo, Renato. Você só apareceu porque encontrou uma desculpa para descontar suas frustrações.
Ele não respondeu. A provocação foi o estopim.
Renato avançou