— Vamos — disse ele, guiando-a em direção à saída do salão.
— Tem certeza de que pode sair daqui agora? — ela perguntou, só para confirmar.
— Claro que sim — respondeu, sem hesitar. — O Hélio sabe que ainda estou em lua de mel e que quero ficar a sós com a minha esposa sempre que puder.
O rosto dela ficou vermelho no mesmo instante, e um nervosismo difícil de conter a invadiu. Não havia mais como escapar daquela noite. Sabia que teria de fazer o que fosse necessário e, depois, implorar para que Renato a protegesse, para que não a deixasse voltar para casa quando tudo aquilo terminasse.
Enquanto caminhava ao lado dele, sentiu o peso daquela decisão apertar o peito. Não era escolha, era sobrevivência.
No elevador, a provocação de Renato começou quase de imediato. Como estavam sozinhos, ele a prensou contra a parede com o corpo, num gesto impulsivo, e a beijou com intensidade. As portas ainda nem tinham se fechado direito quando o espaço pareceu pequeno demais para os dois.
Sara sentiu o