— Raquel?
Sua voz falhou ao ver a irmã sorridente, bebendo um drink no bar, ao lado de um homem alto e loiro.
Sem acreditar no que via, deixou o celular de lado e se levantou, indo em direção a eles. Aproximou-se sem ser notada de imediato; levou alguns instantes até que Raquel percebesse sua presença.
Quando a viu, o sorriso da irmã desapareceu por completo. Os olhos se arregalaram, como se tivessem acabado de ver um fantasma.
— Patinha… — Raquel sussurrou.
— Raquel, o que você está fazendo aqui? — Sara perguntou, aproximando-se mais, ainda incrédula.
O homem ao lado de Raquel olhou para ela com uma expressão confusa.
— Quem é essa, amor? — perguntou.
— Ninguém importante, não se preocupe — respondeu Raquel, largando o copo do drink no balcão.
“Ninguém importante”, a realidade de que a irmã sempre a tratou com indiferença a golpeou.
O homem loiro alternou o olhar entre as duas, claramente incômodo, mas depois ignorou, afastando-se para conversar com outras pessoas como se nada estive