— Leve-a imediatamente para o trabalho, Lorena. Há muitas coisas para fazer nesta casa e não podemos perder tempo com isso.
Vendo que a patroa falava mesmo sério, Lorena olhou para Sara, ainda confusa, e disse:
— Venha comigo, senhora. — Disse num tom de respeito.
— Não a chame de senhora! — corrigiu Constança, impaciente. — Nesta casa, ela não é ninguém. Chame-a pelo nome ou, se quiser soar mais íntima, chame-a de feiosa, por ser isso que ela é.
Lorena respirou fundo e pediu que Sara a seguisse pelo corredor longo e silencioso da mansão. Cada passo que dava parecia pesar toneladas; o silêncio do lugar apenas aumentava a sensação de isolamento.
— Vamos.
Sara engoliu em seco, sentindo o uniforme apertando levemente em seu corpo magro. O coração batia acelerado, pois sentia um misto de medo e vergonha. Nunca havia imaginado que seria tratada daquela forma, e a ideia de que aquilo era apenas o começo a deixava ainda mais assustada.
Chegando ao corredor dos fundos, Lorena abriu a porta qu