Odete arregalou os olhos ao ouvir o que a mulher acabara de dizer e ficou paralisada por alguns segundos, me encarando como se esperasse que eu reagisse. Mas eu não disse nada. Afinal, o que poderia dizer?
Nem eu sabia o que estava fazendo naquela casa.
— O que está esperando? — Constança gritou, vendo que Odete não se movia.
— Estou indo agora mesmo, senhora — respondeu ela, saindo do quarto.
Apressada, Odete atravessou o corredor em direção à lavanderia dos empregados. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, foi surpreendida por Lorena, que bloqueou seu caminho com um olhar cortante, quase acusador.
— Onde pensa que está indo? — Lorena perguntou, curiosa.
— A senhora Constança pediu que eu pegasse um uniforme.
— Uniforme? — Arqueou uma sobrancelha, confusa. — Para quem? Por acaso vai chegar algum empregado aqui e eu não sei?
— Não é isso. Ela pediu que eu levasse para a senhorita Sara.
— Sara? — Surpresa, ela se aproximou mais. — A mulher que o Renato trouxe para casa ontem à noi