Assim que os meninos despertaram, ajeitei-os rapidamente e seguimos para o hospital. Passar um tempo com minha avó me trouxe uma sensação de calma, ainda que misturada ao medo de perdê-la. Conversar com os médicos foi um alívio: na próxima semana fariam a cirurgia. Uma esperança reacendeu dentro de mim. Não suportava mais vê-la tão frágil, presa àquele leito, como se a vida tivesse pausado para ela. Permaneci ao seu lado por alguns instantes, segurando sua mão fina e fria, até que decidi voltar para casa.
Os gêmeos adormeceram no caminho, o que me deu alguns minutos de sossego para organizar a mente. A lembrança do jantar na casa do meu pai voltou como um peso no peito. Enfrentar Juliana e Rafaelly parecia um teste cruel, e aquele lugar... nunca foi lar, só cenário de memórias que ainda doíam. Suspirei e me deitei um pouco. O sono chegou rápido e, nele, o rosto da minha mãe apareceu sereno. Sonhar com ela me trouxe um conforto inesperado, como se dissesse que eu não estava sozinha.
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