Capitulo 243

Rafaelly Pacheco

O silêncio do meu apartamento sempre me pareceu elegante. Não aquele silêncio vazio, mas um silêncio caro, planejado, quase arrogante. Era o tipo de silêncio que combinava com o mármore claro da sala, com os móveis minimalistas, com as cortinas longas demais para um espaço que eu mal usava. Eu gostava dessa sensação. De controle. De domínio absoluto sobre tudo ao meu redor.

Naquela noite, porém, o silêncio estava diferente.

Incomodava.

Eu caminhava de um lado para o outro com o celular na mão, relendo mensagens antigas, apagadas e recuperadas da memória mais do que da tela. Juliana não atendia. Não retornava. Nada. O que, por si só, já era irritante. Ela nunca gostou de ser cobrada, mas também nunca me deixava completamente no escuro. Aquilo era novo. E perigoso.

Joguei o celular no sofá com impaciência e fui até a cozinha, pegando uma taça de vinho que já estava ali há tempo demais. Dei um gole curto, sem prazer algum. Minha cabeça girava.

Gael Lubianco não era um ho
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