Mundo de ficçãoIniciar sessão— Você tem uma mão pesada, hein? — Trevor riu, massageando o rosto onde o hematoma começava a ficar visível.
— Cacete foi mal! Culpa desse armário idiota — disse, dando um pequeno soco na porta emperrada. — Juro que achei que um soco resolveria. — ela se inclinou para analisar o
estrago que tinha feito — Acho que... não vai ficar tão feio. — talvez, como Jane diria, um beijo resolvesse.
— Já levei piores. Acho que vou sobreviver — ele respondeu com um sorriso. Um daqueles sorrisos que fazem a gente esquecer o próprio nome por um segundo.
— Deixa eu te ajudar com isso... — Trevor se aproximou do armário. — Blair o observava quase hipnotizada. As costas dele pareciam esculpidas. Quase tocou. Quase. Mas então ele a tirou do seu transe.
— Às vezes, não é força. Só jeito. — o loiro falou parecendo não se referir só a porta do armário. Com um movimento suave, a porta finalmente se fechou.
— Uau... quem diria. — Blair piscou, voltando à realidade. — Nunca pensei que ouviria isso de um jogador de futebol americano.
— "Nunca julgue um livro pela capa", não é? — ele piscou de volta.
— Obrigada. E... sério, foi mal pelo soco. Mas agora preciso correr. — ela apontou para o refeitório.
— Tranquilo. A gente se vê por aí, mão pesada — ele piscou. Parecia que ele sabia o quanto era charmoso, e se aproveitava o máximo disso. Blair se afastou com o rosto em chamas. Nunca ficava sem graça fácil. Mas Trevor... Trevor ascendeu alguma coisa nela.
No refeitório, os cinco amigos já estavam reunidos.
— Onde você se meteu? — Jane perguntou, curiosa.
— Tava se pegando com alguém, certeza — disse Josh, com aquele sorriso que gritava provocação. Liam cutucou o amigo em reprovação. Nick desviou o olhar, desconfortável, mas fingiu costume.
— Blair? O último dela foi o Freddy "Calça Caída" Parker — lembrou Nick, forçando uma piada.
— Achei que tinha sido o Michael "Pulador de Cerca" Lewis — Josh alfinetou.
— Isso não é da conta de vocês — Alexa interveio..
— Desde quando minha vida sexual é pauta de reunião? — Blair rebateu, sarcástica.
— “A senhorita puritana” — Jane provocou. — Como se o Trevor não tivesse secado ela a aula de química inteira...
Todos viraram para Blair.
— O quê? — Alexa arregalou os olhos.
— O Trevor Milles tava praticamente babando nela! — Jane confirmou, empolgada.
— Desde quando ele é o mais gato do colégio? — Nick murmurou, azedo.
— Arrasando corações, hein, baixinha? — Josh comentou, como se aquilo fosse rotina.
— Depois do que aconteceu hoje, duvido que ele olhe na minha cara de novo — Blair disse, se afundando na cadeira.
— Como assim? — Jane se inclinou, sedenta por fofoca.
— Eu... meio que soquei ele. Sem querer.
Silêncio. E depois, gargalhadas.
— Ha! Só você mesmo... — Alexa riu alto.
— Você bateu naquele rosto?! — Jane arregalou os olhos como se fosse um crime de guerra, quando Hannah apareceu com um sorriso ensaiado.
— Oi, gente! — disse, entregando um papel a Liam. — Meu número... pra começarmos o trabalho.
— Claro... o trabalho — Liam pigarreou, claramente distraído pelo andar dela ao se afastar.
— Certeza que ela vai dar bem mais que o número — Josh provocou, cutucando Liam e Blair sentiu o estômago revirar.
Como podiam ser tão tóxicos e nojentos?
— Vocês são todos iguais — murmurou ela, revirando os olhos.
— Mas olha só... quem tá toda derretida por um de nós? O capitão do time ainda por cima! — Josh cutucou. — O Trevor não mexeu com esse carvãozinho que você tem no peito?
— Pelo menos ele é decente — Jane defendeu.
— "Decente"? Uma conversa e já virou santo? — Josh retrucou.
— Mais do que vocês, com certeza ele é — Blair rebateu.
— Deixa eu te contar uma coisa, baixinha... — Josh se inclinou com olhos fixos nos dela. — Eu prefiro ser mulherengo do que hipócrita.
Silêncio.
Blair estava quase acertando a lata de coca-cola em Josh, até que Alexa tentou amenizar…
— Relaxem, meninas. Os lobos sempre andam em bando.
— Mas as leoas aqui sabem se defender, meu bem. — Jane completou com um sorriso afiado.
O dia passou lento como ressaca mas finalmente terminou. Assim que o sinal tocou, as três seguiram para o campo de futebol. Sentaram-se na arquibancada, logo atrás das líderes de torcida, que pareciam mais interessadas em exibir pompons do que assistir ao treino.
— Arrasa, gatão! — Kim gritou para Josh, empolgada. E o moreno respondeu com uma piscadela treinada.
— Me lembra por que estamos aqui, mesmo? — Blair murmurou, revirando os olhos.
— Você tem um trabalho pra fazer com o "gatão" ali, lembra? — Alexa zombou. Jane soltou uma risadinha.
— Dá pra relaxar e só apreciar a vista? — Jane respondeu. — Não vai te matar, Blair. Até porque tem um certo gatinho te encarando...
Ela apontou discretamente com o queixo. Blair seguiu o olhar. Trevor.
Ele sorriu. E ela desviou o olhar rapidamente.
Mas então, como um balde de água fria, as palavras de Josh ecoaram em sua mente.
"Eu prefiro ser mulherengo do que hipócrita."
Seu olhar desviou de Trevor para Josh, quase por reflexo.
Ela sabia o que estava fazendo. Sabia o que estava tentando sentir.
Mas no fundo, também sabia que não era tão simples.
— Josh tem razão. São todos iguais — murmurou, fixando o olhar no vazio.
— Você precisa parar de comparar todo cara com o Michael — Jane disse, firme.
Blair endureceu. Alexa lançou um olhar cortante para Jane, que ignorou.
— Eu sei que aquilo te machucou. Mas nem todo mundo é como ele. Você tem que se dar uma chance. — Jane a abraçou de lado. Blair sorriu de canto. Mas por dentro, ela sabia que as sombras do passado ainda estavam ali. E nenhuma chance de seguir em frente parecia real enquanto o nome dele continuasse ecoando na cabeça dela.
O apito do treinador interrompeu seus pensamentos, anunciando o fim do treino.
— Encerramos por hoje, rapazes! Bom treino, mas quero vocês afiados pras finais. Tô falando com você, senhor Foster! — o treinador apontou para Josh. — Quero você treinando mais depois das aulas!
— Pode deixar, treinador...
— Muito bem, todos pro chuveiro! — apitou mais uma vez, e os garotos começaram a se dispersar.
Josh, Nick e Liam vieram em direção às arquibancadas.
— A que devemos a honra da visita de vocês? — perguntou Nick ao se aproximar das garotas. Liam e Josh vinham logo atrás, passando pelas líderes de torcida.
— Trabalho do Sr. Andrew, lembra? — Blair respondeu como se fosse óbvio.
— Ah, é mesmo... Você ficou com Josh — disse ele com uma pontinha de decepção na voz.
— Pra alegria dela, claro — Josh falou, jogando o braço em volta de Nick, sorrindo para Blair.
— Uhul — ironizou a garota, levantando o braço sem nenhuma empolgação.
De repente, uma figura familiar apareceu atrás dos garotos, sorrindo para ela.
— Olha só... mão pesada. Bom te ver por aqui — cumprimentou Trevor, enquanto Jane e Alexa cochichavam.
— Olha você... ainda vivo. Que milagre — Blair respondeu com um sorriso.
— Pois é... acho que nem dá mais pra ver — disse ele, apontando para o hematoma quase
imperceptível no rosto.
Enquanto todos conversavam, Blair e Trevor falavam animadamente, e Josh observava a cena com uma certa impaciência. Ele não conseguia entender o que ela via naquele idiota.
— Baixinha — interrompeu ele, de repente. — Te encontro no pátio em dez minutos, beleza?
Blair assentiu sem tirar os olhos de Trevor, e Josh revirou os olhos seguindo para o vestiário.
A água deslizava pelo corpo de Josh quase tão rápido quanto os pensamentos invadiam sua mente. Ele não parava de pensar em tudo o que já tinha ouvido sobre Trevor. Por mais que sua própria reputação não fosse das melhores, ele sabia que Blair não era o tipo de garota que se envolvia com alguém como Trevor. Nenhuma garota deveria. E Blair sem dúvida merecia muito mais.
Depois de uma boa ducha, ele se vestiu e foi até o pátio, onde encontrou Blair sentada na grama sob uma árvore, lendo. Seus cabelos acobreados sob o pôr do sol alaranjado, balançavam ao vento como as folhas da árvore. Ela parecia tão concentrada que nem percebeu o olhar dele. Josh sorriu, lembrando de quantas vezes tinham sentado ali, naquele mesmo lugar. Quantos momentos felizes haviam compartilhado. Pegou o celular do bolso e tirou uma foto. Sem dúvida era um momento que ele queria guardar.
— Lendo o que de bom? — perguntou, sentando-se ao lado dela. Blair levantou o livro e mostrou a capa sem tirar os olhos das páginas.
— Você é tão clichê, baixinha... Mas, pra falar a verdade, Elizabeth Bennet combina com você.
— Eu também diria que você me lembra o Darcy, pela arrogância e orgulho. Mas, diferente de você, ele é um gato — ela fez uma pausa pensativa — e decente.
Josh riu sem humor.
— Essa doeu... Mas se não me engano, os dois eram orgulhosos demais pra admitir que sentiam alguma coisa um pelo outro.
Blair travou, indignada, embora nem soubesse ao certo com o quê. Com a insinuação embutida naquelas palavras… ou com o simples fato de que Josh conhecia aquela história.
Com um estalo seco, fechou o livro com força demais. Ao se virar, deu de cara com os olhos azuis de Josh, perigosamente próximos aos dela. Ele a encarava com uma expressão indecifrável no rosto.
— Desde quando você lê esse tipo de livro? — perguntou ela, incrédula. — Aliás, desde quando você lê qualquer coisa?
— Tá vendo? Preconceituosa. Por que eu não poderia ler esse tipo de livro?
— Sei lá. Achei que a única coisa que você lia eram revistas pornôs.
Josh riu.
— Você devia aprender a não julgar alguém sem conhecer, senhorita Elizabeth.
— Mas essa é a questão... Eu te conheço.
— Você conheceu... Mas a gente não tem mais dez anos.
— Qual é, Josh. A gente mora na mesma casa, estuda na mesma escola, almoça junto...
— Mas não é a mesma coisa, e você sabe disso — ele interrompeu. — Por exemplo... Até hoje eu não entendo por que você passou a me detestar tanto. — Blair ficou pensativa. — Eu sei que fiz algumas merdas no meio caminho, mas essa é a primeira conversa de verdade que a gente tem em anos. Contando que nem teve xingamento... ainda.
— Talvez porque você começou a pensar com a cabeça de baixo — ela respondeu, dando de ombros.
— Ou porque você virou uma chata. — Ele bufou. — Na verdade, você sempre foi. — ele sorriu brevemente até as lembranças virem com força. — A gente fez uma promessa, lembra? E eu nunca quebro uma promessa.
Blair suspirou ao lembrar daquele dia...
Bethany Lake, Pensilvânia – 2009
Era uma manhã fria de inverno, e como de costume, as famílias Foster e Jones estavam reunidas à beira do Lago Bethany para patinar. Uma fogueira acesa e marshmallows completavam o cenário aconchegante.
— Mãããããe! Mããããe! — o pequeno Josh de 8 anos corria desesperado, com os braços balançando e os olhos arregalados.
— Josh! O que foi, meu filho? — Mary, sua mãe, perguntou assustada, mas a dúvida logo desapareceu quando viu Blair surgindo logo atrás... coberta de neve.
— JOSH! EU... VOU... TE MATAR! — a menina gritou,com seus longos cabelos ruivos agora manchados de branco. Josh se encolheu atrás da mãe como se ela fosse um escudo humano.
— Querida, o que aconteceu? — Grace, a mãe de Blair, perguntou tentando segurar o riso.
— Esse paspalho me acertou com uma bola de neve gigante! — ela reclamou como se fosse o maior crime do mundo, fazendo as duas mães rirem enquanto Josh se escondia ainda mais.
— Simples. Faça uma ainda maior e acerte de volta — sugeriu Grace, com um sorriso malicioso. Ao ouvir o incentivo da mãe, Blair abriu um sorriso diabólico.
— Essa é minha deixa. — Josh correu.
Ela correu na direção de Josh, que disparou na neve, gritando.
— Essas crianças... — resmungou o pai de Blair, rindo em negação.
— Não vão pro meio do lago! — alertou William, pai de Josh. Mas já era tarde demais. Os
dois tinham se afastado demais para ouvir.
POFT! Blair acertou Josh em cheio.
— Peguei! — Ela exclamou, vitoriosa.
— Ah, qual é! Na cara não vale! — ele reclamou, limpando a neve do rosto.
— Vale tudo no amor e na guerra — Blair respondeu com um sorrisinho, mãos na cintura, e mostrou a língua.
— Ah, é? — Josh correu atrás dela, e os dois caíram juntos na neve, gargalhando.
Ficaram ali deitados por alguns segundos, observando os flocos de neve caindo lentamente do céu, o vento frio que fazia a neve dançar, e as copas das árvores cintilando ao redor do lago.
— Baixinha... — Josh segurou a mão de Blair.
— Você sabe que eu odeio quando me chama assim... — ela bufou, e ele riu do desconforto dela.
— Me promete que a gente vai ser amigo pra sempre?
Ele apertou a mão dela com força, como se não quisesse deixá-la escapar.
— Prometo... seu chato — respondeu ela, corando.
— Promete mesmo?
Ela sorriu, levantando o dedo mindinho, e ele fez o mesmo.
— Eu, Blair Jones, prometo ser sua amiga pra sempre!
— Eu, Josh Foster prometo ser seu amigo mesmo que você me espanque — respondeu Josh, sorrindo para a garota, agora visivelmente corada.
— Mas... — ela se levantou num pulo — só se conseguir me pegar!
Saiu correndo na direção do lago, e Josh logo foi atrás.
Ambos patinavam sobre o gelo, rindo, quando de repente um estalo grave ecoou sob seus pés. Eles pararam instantaneamente. Blair olhou para baixo e congelou ao ver uma rachadura enorme sob seus pés.
— Josh! Não chegue perto! — ele gritou, tremendo, sem se mover.
Josh só entendeu quando seguiu o olhar apavorado da amiga. Ele sabia que não podia se aproximar muito, mas precisava fazer alguma coisa.
— Ei... olha pra mim — ele falou com calma, focando seus olhos nos dela — ...vai ficar tudo bem.
— Eu tô com medo — ela disse, com uma lágrima já escorrendo pelo rosto.
— Você precisa ficar paradinha. Eu vou buscar ajuda.
— NÃO! Não me deixe aqui sozinha!
O desespero nos olhos dela cortava o coração de Josh, mas ele sabia que sozinho não conseguiria ajudá-la.
— Fecha os olhos... conta até cem. Quando abrir, eu já vou ter voltado. Tá bem?
Ela assentiu, fechando os olhos com força.
— Um... dois... três...
Josh se virou com cuidado, dando passos lentos e espaçados sobre o gelo até chegar à margem. Assim que seus pés tocaram a terra firme, disparou correndo.
— AJUDA! AJUDA! — gritou o mais alto que podia ao ver as famílias reunidas ao longe. — É a Blair! Ela tá presa no gelo!
Todos saíram correndo imediatamente.
Ao chegarem à beira do lago, Grace avistou a filha.
— ...sessenta, sessenta e um... — Blair ainda contava de olhos fechados.
— Blair! Estamos aqui, fica calma! — gritou Grace.
— Mamãe... — ela murmurou, chorando.
Enquanto os adultos discutiam o que fazer, Josh surgiu com um enorme galho arrastado na neve.
— A gente pode puxar ela com isso! — disse, ofegante.
— Perfeito! Cada um segura numa ponta — disse o pai de Blair, enquanto empurravam o galho sobre
o gelo.
— Blair, agarra o galho com força, filha! — gritou Grace.
Ela o agarrou como se fosse sua única chance.
— Um, dois, três... puxem!
Com um puxão forte, Blair foi arremessada direto para os braços de Josh. Ele a segurou com força, o coração acelerado.
— Peguei você... e nunca mais vou soltar.
Blair sorriu, melancólica, ao lembrar da sensação de estar nos braços de Josh. Por mais que ele a irritasse, no fundo ela sabia que ele sempre estaria lá.
— É, eu me lembro... — murmurou, corando levemente. Josh levantou o mindinho pra ela, e Blair riu ao entender o gesto. Rebateu com um tapa brincalhão e os dois riram juntos.
Depois de alguns segundos em silêncio, Josh pegou o celular.
— Vai fazer o quê? — perguntou Blair, desconfiada.
— Acho que esse é um momento pra se guardar — respondeu ele, fazendo-a corar ainda mais.
— Você é muito gay, sabia? — ela debochou, encostando a cabeça no ombro dele. Josh bateu uma selfie dos dois.
— Eu sei que você me ama.
Depois de discutirem sobre o trabalho, seguiram juntos para casa. Conversavam animadamente enquanto percorriam as ruas de Honesdale, agora tingidas pelos tons quentes do final da tarde. Até parecia que o tempo não tinha passado, e que ainda eram amigos.
A casa dos Fosters era imponente e elegante, carregava um tipo de energia que não combinava com a tranquilidade da cidade. Mas era de se esperar, já que era o lar do grande William Foster e de sua família. Ou pelo menos, era a anos atrás. Agora, com William e Mary vivendo em Londres, consumidos pelos negócios, os filhos haviam ficado para trás, sozinhos em um lugar grande demais para esconder o vazio… e as lembranças.
Assim que chegaram, Blair subiu direto para o banho. Precisava relaxar.
— Finalmente — murmurou ao se afundar na água quente da banheira. Mas as lembranças do dia ecoavam em sua mente. Como tanta coisa podia acontecer em tão pouco tempo?
Aquele trabalho realmente havia mexido com ela. E ela sabia que, pra fazê-lo de verdade, teria que confrontar sentimentos e lembranças que tentava enterrar há anos.
De repente, um estrondo ecoou pela casa, e as luzes se apagaram.
— Droga! — Blair resmungou, se levantando. — Será que alguém pode ter UM minuto de paz nessa casa?
Ainda molhada, a ruiva saiu marchando furiosa pelo banheiro, enrolada na toalha. Tateou no escuro até achar a maçaneta. Quando finalmente abriu a porta e deu os primeiros passos, seu corpo se chocou bruscamente contra algo, ou melhor, alguém.
— Mas que merda! — gritou ao cair no chão, em cima de... — Josh!







