Amor e Ódio Andam de Mãos Dadas

Honesdale, Pensilvânia - Cinco anos atrás

As manhãs em Honesdale eram calmas, silenciosas demais, perfeitas demais… como se tudo ali funcionasse bem.

Exceto, é claro, pela casa dos Foster.

Um estrondo seco ecoou pela casa. 

— Tá tentando me matar sua psicopata?! — gritou Josh, quando o despertador que Blair tinha arremessado em sua direção se espatifou bem ao lado de sua cabeça. 

— Isso é por ser um imbecil! — a ruiva rosnou, esfregando a marca de dente que o moreno tinha acabado de deixar em seu braço. 

— Você é má, sabia? — ele resmungou fazendo beicinho. 

— Aparentemente não o suficiente. Da próxima vez eu miro no seu saco! — ela rebateu, cerrando o punho. Josh abriu a boca para retrucar, mas antes que conseguisse, a porta do quarto de Jane se abriu.

A morena que mais parecia uma figurante de The Walking Dead deu passos pesados para fora. O delineador borrado e o ninho de rato no cabelo gritavam: ressaca. 

— Qual o problema de vocês, hein?! Gente normal acorda com um "bom dia", não com dois lunáticos tentando se matar! — Jane berrou em meio ao tumulto enquanto os dois tentavam, sem sucesso, segurar o riso.

— Alguém claramente se divertiu ontem à noite — Blair cutucou a amiga rindo.

— A propósito, belo cabelo Eistein. — Josh riu.

— Vai se ferrar, Josh! — Jane mostrou o dedo para o irmão e bateu a porta. 

— Ah, o amor está no ar, sentiu? — zombou o moreno.

— Isso é seu cheiro podre — Blair rebateu, examinando as unhas. 

— Cala a boca, eu sei que você me ama. — ele puxou a ruiva para um abraço.

— Aaargh! Sai de cima de mim! 

— Dá pra vocês andarem logo? A gente tem treino na primeira aula, cacete! — esbravejou Liam, já vestido com o uniforme do time, enquanto descia as escadas.

— Bom dia pra você também, maninho! — Blair gritou atrás dele. 

— E eu que sou o dramático — Josh murmurou, soltando Blair enquanto ela revirava os olhos. 

O último ano do ensino médio deveria ser "épico", diziam. Pra Blair? O mesmo inferno, calendário diferente. Mais um ano cercada de idiotas movidos a testosterona e meninas "perfeitas", exibindo quão lindas e desprovidas de bom senso eram. Gente que mal conseguia conversar sem cuspir veneno, mas ainda assim vivia cercada. Sem contar o pior… mais um ano tendo que aturar Josh e o babaca que ele havia se tornado nos últimos anos. 

Depois de um banho rápido, Blair vestiu sua camiseta preta favorita, a jaqueta surrada que usava há dois anos, um jeans velho e seu Converse destruído. 

Liam, Jane e Josh já estavam no meio do café enquanto Blair descia as escadas. 

— …tô te falando, ela é uma gostosa — Josh retrucou Liam.

— Gostosa? Cara, você já viu a bunda da Hannah? 

— Argh. Chernobyl ligou pedindo a energia tóxica de volta. — Jane zombou, enfiando sua panqueca na boca. Blair sentiu o estômago revirar ao ouvir a conversa, ela sabia que seu irmão era podre mas Josh costumava ser doce. Ela se perguntava onde o garoto que amava tanto havia ido parar.

— Deixa eu adivinhar… — Blair cortou a conversa fingindo interesse — …os dois gênios estão comparando as "peguetes" de novo? — Liam e Josh reviraram os olhos se preparando mentalmente para o sermão que, com certeza, viria pela frente. — Seria bom vocês fingirem um pouco de decência, pelo menos enquanto a gente come, não tô afim de vomitar. E não sei se vocês perceberam, mas são garotas, não paus, pra ficarem comparando. — Blair e Jane se entreolharam, com uma cara de desgosto ao imaginar os dois medindo mais do que só o ego. 

— Caramba, alguém acordou azeda hoje... isso tudo é só falta uma boa transa, ou tá com ciúme, baixinha? — Josh sabia o quanto aquele apelido mexia com ela. 

Blair fingiu nem notar, mas seu corpo reagiu — Ciúmes? De você? — A ruiva arqueou a sobrancelha e se aproximou lentamente. Sua mão deslizou pelo ombro de Josh, os olhos verdes dela quase conseguiam tocar sua alma. Seus rostos estavam tão próximos que ele podia sentir a respiração quente dela em sua pele. — Eu sei exatamente o que tem debaixo dos seus lençois... — ela falou baixinho, sensual o bastante para o fazer derreter ali mesmo. Josh sentiu cada músculo de seu corpo travar, e ela notou. Blair deu um leve sorriso sabendo que havia conseguido exatamente o queria — É Josh… se você acha que meia suada e resto de pizza me excitam, lamento te informar, mas precisa melhorar meu bem — Jane e Liam quase engasgaram com o café ao ver a cara de bunda de Josh. Blair se virou satisfeita rumo a porta dando uma piscadela pra Joah que retribuiu com um dedo do meio. 

Honesdale College, 07:50am

O prédio da escola tinha uma fachada de tijolos aparentes que quase passava um ar aconchegante, se não fosse pela selva lá dentro. 

Ao chegar Liam e Josh, que já estavam atrasados para o treino, seguiram rumo ao campo, enquanto Blair e Jane foram pra aula. 

— Minhas gostosas! — Alexa gritou, interceptando as duas amigas no meio do corredor. Ambas se abraçaram tentando matar a saudade que o longo tempo de um verão separadas havia deixado. Alexa tinha uma alma tão radiante quanto seu sorriso, sua pele negra perfeita, seu senso de moda e sua personalidade meiga faziam tanto as garotas, quanto os garotos do colégio babar.

— Que saudade, sua traidora — Blair apertou abraço. 

— Como foi? Conta tudo! Pegou algum gatinho? — Jane quase saltitava de curiosidade. 

— Ah, claro! — Alexa respondeu séria. — Gatos, leões, zebras, o pacote completo. — Alexa riu enquanto Jane revirava os olhos. — Eu fui pra Madagascar, não pra Los Angeles, Jane. 

— Então, acho que já está preparada pro último ano aqui — Blair murmurou, pegando livros no armário. 

— Relaxem, babies — Alexa disse, jogando o braço sobre os ombros das amigas. — Eu trouxe umas armadilhas, facões, e até um spray de pimenta… acho que vamos ficar seguras esse ano. — ela ironizou, fazendo as amigas rirem. 

O sinal ecoou pelos corredores, anunciando o início do tormento de Blair. 

— Ao inferno e além — Blair fingiu ânimo enquanto as três seguiam pra aula de química. 

Sala de Química 

— …despejem cuidadosamente a solução no segundo béquer, junto com o permanganato de potássio e aqueçam até 212 Fahrenheit — instruiu a Sra. Spencer, uma mulher baixa, gordinha, de óculos com o senso de moda de uma tia-avó, amante de gatos. Ela andava cambaleando pelo laboratório, inspecionando cada bancada. — Excelente trabalho, senhoritas Jones e Foster — disse, impressionada com o experimento já finalizado de Blair e Jane. 

Blair levantou a mão para um “toca aqui”, mas Jane estava concentrada demais em outra coisa para reparar. Um sorriso lento e maldoso se formou no rosto da morena.

— Não olha agora, mas Trevor Milles tá literalmente te despindo com os olhos! — Jane sussurrou e Blair quase quebrou o pescoço para ver. — Eu disse pra NÃO olhar, idiota! — Jane sibilou, beliscando-a. 

— Ai! Que foi? Uma olhadinha não mata ninguém — Blair respondeu, dando de ombros. 

— É... mas se matasse, você já estaria puro osso. 

— Aula Jane! — Blair reprovou. 

— Cala a boca, o cara é nível deus grego. Dá uma chance… Loiro, camisa azul na terceira fileira da esquerda. 

Blair virou a cabeça lentamente, seus olhos percorreram rapidamente a sala pairando sobre possivelmente o garoto mais gato que ela já havia visto naquele colégio. O cabelo loiro bagunçado de Trevor caíam levemente sobre seus ombros, mais evidentes agora, graças a sua camiseta diabolicamente colada. A ruiva sentiu um calor percorrer seu corpo, e desviou como se quisesse parar os pensamentos sórdidos que invadiam sua mente.

— Não é de se jogar fora, mas você sabe que eu não tô afim de passar pelo mesmo desastre do ano passado… E a gente tem prova de química na quinta. — pigarreou retomando a concentração em suas anotações.

— Você deveria estar transando, essa é a verdadeira química que devia estar fazendo — Jane 

alfinetou. 

— Se eu falar com ele, você cala a boca e para de se meter com quem eu transo ou não, fechado?

— Feito! — Jane fechou a boca com um zíper imaginário, fazendo a amiga rir. 

Depois de mais alguns minutos, quase insuportáveis, segundo Jane, o sinal finalmente tocou. Blair e as amigas avistaram Josh e Liam do outro lado do corredor, fazendo o que sabiam fazer de melhor: flertar com líderes de torcida. 

— E lá vão os “lobos” atacando de novo — Alexa ironizou fazendo referência ao time de futebol americano do colégio (Black Wolves). Um time cheio de musculosos trogloditas que adoravam desfilar com seus uniformes idiotas. Uniformes esses, que mais pareciam ímãs de garotas desprovidas de cérebro, como Blair sempre gostava de lembrar.

— Credo, eles deviam se concentrar em treinar de verdade em vez de só desfilar nesses uniformes idiotas — resmungou Blair. 

— Ah, por favor — Jane bufou. — Esses uniformes são a única coisa compensando o que falta no cérebro deles... e na calça. 

— Ainda bem que não sou sua irmã — Alexa riu. — Coitado do Josh. 

— Coitada de mim! Meu irmão é bom em muita coisa, mas escolher peguetes não é uma delas — Jane finalizou, estourando um chiclete na boca.

— Pelo menos ele não leva as peguetes pra casa. Peguei o Liam transando com Zoey na minha cama na última festa. Pra quê inimigo quando se tem um irmão? — Blair reclamou, mas deu um sorrisinho ao lembrar da surra que o irmão levou do namorado de Zoey depois. 

No meio da conversa Blair sentiu braços fortes envolveram seu corpo suavemente. 

— Nick! Até que enfim! O único homem que presta nesse inferno — Blair se virou abraçando o ruivo com força. O garoto mais doce daquele colégio e melhor amigo de Blair desde que Josh havia decidido não ser.  

— Para! Assim eu fico tímido — brincou — Então... estamos falando mal de quem hoje? — ele perguntou, seguindo o olhar das garotas. 

— Mas e você, Sr. Nicholas? — Alexa cortou propositalmente — Tá de olho em alguém? — perguntou maliciosamente, já sabendo a resposta. Nick corou fazendo Alexa e Jane caíram na risada. 

— Vocês me conhecem... sou um romântico incurável — ele deu de ombros. 

— Tá mais pra medroso incurável — Jane provocou. — Se você quer alguém, tem que ir atrás! — ela mirou Blair, quase entregando o jogo. 

— Não é culpa minha se quem eu quero é lerda demais pra perceber — ele disparou. Jane e Alexa arregalaram os olhos sem acreditar, enquanto Blair parecia não conseguir “somar dois mais dois”.

 — Pera, o que? — a ruiva tentava se situar na conversa, até que Alexa interrompeu, salvando Nick. 

— Vamos, crianças! O sinal vai tocar! — ela disse empurrando Blair, que ainda tentava entender. 

A caminho da sala de artes os quatro passaram por Josh e Kim que quase se comiam em pleno corredor. Os olhos de Blair pairaram sobre as mãos de Josh puxando a garota para si, enquanto beijava o pescoço da mesma intensamente. 

— Arranjem um quarto, vocês dois! — Blair disparou, sem paciência. Josh estava imerso no perfume da morena, mas se afastou ao ouvir a voz de Blair. Um sorriso malicioso se formou no canto de sua boca ao ver o que parecia ser uma pontada de inveja nos olhos da ruiva.

— Talvez você devesse arranjar alguém pra te beijar assim, baixinha. Talvez um bom beijo é o que falte pra ser menos intrometida. — ele se desvencilhou da morena chegando perigosamente perto de Blair.

— Engraçado, não funcionou com você — ela retrucou. 

— Cuidado, hein... amor e ódio andam de mãos dadas, amores — alfinetou Jane. 

— Relaxa Jane, é só a preliminar… o melhor sempre vem depois — Josh falou, se inclinando na direção de Blair, que cruzou os braços.

— Só por cima do meu cadáver. — Liam surgiu de repente colocando a mão no ombro de Josh quase como um aviso.

— Awn, olha só, ele acha que manda em algo, que fofo maninho— Blair debochou, dando um tapinha de consolo no ombro de Liam. 

— Chega de mimimi. O Sr. Andrews vai matar a gente! Andem logo! — Alexa rosnou, obrigando todos a seguirem para a aula de artes. Mas a frase de Josh ecoou na mente de Blair e pelo visto em seu corpo também. As mãos se Josh percorrendo seu corpo, seus lábios grudados nos dela, e os beijos dele pelo seu corpo eram imagens mais recorrentes do que ela gostava de admitir, e como ela odiava isso.

Sala de artes

O Sr. Andrews, um senhor negro alto, magricela e com um sorriso acolhedor, cumprimentou a turma. Depois de alguns minutos de uma conversa animada com a turma sobre o verão, ele se levantou e pegou uma caixa cheia de papéis, rumo às mesas.

— Espero que tenham aproveitado as férias, porque é hora de trabalhar! — ele disse, entregando um pedacinho de papel para cada. — Escrevam seu nome completo. Para a primeira tarefa, vamos fazer algo diferente. Nessa era de redes sociais onde vivemos nas 

nossas bolhas pessoais, quero que vocês documentem a vida real, pessoas reais, relacionamentos reais. Fotografem momentos que realmente signifiquem algo para vocês neste ano. Capturem o que os outros talvez não vejam. Isso estará na nossa cápsula do tempo. 

Um misto de empolgação e confusão tomou conta da sala. 

— Podemos fazer em dupla? — Hannah perguntou. 

— Sim, mas eu vou sortear as duplas, só pra apimentar as coisas — ele respondeu e a turma gemeu. — As melhores fotos de cada álbum vão ser exibidas no Baile da Primavera! Então se dediquem, afinal, é o último ano de vocês. 

Ele começou a sortear as duplas... 

— Jane Foster com... Alexa Parker — as garotas deram um soquinho de comemoração. Ele continuou… — Liam Jones com... Hannah Fletcher 

— Yes! — Liam comemorou  baixinho.

O olhar de Blair passeou sobre a multidão, ela não sabia o que estava procurando mas se pegou olhando para Josh. Seus cabelos castanhos, quase louros caíam sob sua testa e seus olhos azuis estavam concentrados no professor. Blair se perguntava em que momento a amizade dos dois havia se perdido. Ambos haviam crescido lado a lado, compartilham alegrias, segredos, e tristezas, especialmente quando os pais dela morreram, mas de uma hora pra outra Josh se tornou a personificação de tudo que ela mais detestava, um mulherengo que só se importava consigo mesmo, usava tudo e todas e depois descartava como se não significassem nada… De repente ela foi arrancada de seus pensamentos pelo Sr. Andrews, que quase gritava seu nome. 

— Senhorita Jones?! — o professor fitava a ruiva com dois papéis em mãos. 

— O...Oi, desculpe, pode repetir? — Blair engasgou saindo do seu transe. 

— O senhor Foster irá acompanhar a senhorita no trabalho. 

— O que?! Josh Foster?! — ela explodiu sem perceber, fazendo toda sala virar em sua direção. 

Um misto de indignação e algo que ela não sabia bem definir o que era crescia em seu peito, mas ela sabia que aquilo não tinha como dar certo. 

— Algum problema, senhorita Jones? — perguntou o Sr. Andrews, por cima dos óculos. 

— Viver na mesma casa que ele já não é castigo suficiente? Agora tenho que trabalhar com ele também? — risos ecoaram pela sala. 

— Talvez seja uma chance de ver o Sr. Foster de outro ângulo, não acha? — o professor seguiu para a próxima fileira, sorrindo como se o trocadilho tivesse sido genial.

Blair afundou na cadeira indignada. Uma bolinha de papel amassado caiu de repente em sua mesa, em um movimento quase automático ela se virou para a direção onde o objeto tinha vindo. Seus olhos encontraram os de Josh, que esbanjava um sorriso malicioso no rosto. 

Ele sussurrou sem som: Abre. 

Ela abriu.

"Dizem que amor e ódio andam de mãos dadas, não é baixinha? 

De: Amor 

Para: Ódio." 

Blair não pôde evitar sorrir ao ler aquelas palavras. Era óbvio que Josh queria provocá-la como sempre, e ela já estava acostumada. Mesmo assim, por mais que tentasse negar, havia algo naquela implicância que a fazia gostar... das discussões idiotas, das tentativas dele de tirá-la do sério, e até dos olhares sorrateiros que ele achava que passavam despercebidos. Mas havia uma verdade que ela não podia esquecer: Josh sempre seria o melhor amigo de seu irmão, o garoto irritante que a atormentava desde a infância, e, acima de tudo, o maior idiota que ela já conheceu. 

Seus devaneios foram interrompidos por outra bolinha de papel pousando em sua mesa. Ao abrir, lá estava mais um bilhete: 

"Te encontro no campo, depois do treino, pra começarmos o trabalho, ok? 

( ) Ok ( ) Vai à merda"

Blair sorriu de canto e respondeu, antes que o Sr. Sanders percebesse. Lançou o bilhete de volta para Josh, que o abriu com um sorriso debochado: 

"Te encontro no campo, depois do treino, pra começarmos o trabalho, ok? 

(X) Ok (X) Vai à merda 

Ass: Ódio.

P.S: Estamos no século 21, pode muito bem me mandar uma mensagem."

Josh sorriu e pegou o celular. Segundos depois, o telefone de Blair vibrou no bolso. 

"Eu prefiro fazer tudo pessoalmente, baixinha. Você sabe disso…" 

Blair revirou os olhos. Enquanto o Sr. Sanders continuava a explicar os detalhes do trabalho, o sino tocou e, em segundos, o corredor virou um caos. Blair seguiu para o armário, esbarrando sem remorso em quem cruzasse seu caminho. Ao chegar, colocou os livros no armário e, como sempre, a porta emperrada testava sua paciência. 

— Droga... de... armário... maldito! — bufou, empurrando a porta com força. Nada. Mas talvez um belo soco ajudasse… isso é claro, se ela não tivesse acertado alguém no meio do caminho. 

— Ei! — reclamou uma voz masculina atrás dela. Ela se virou rapidamente e quase infartou ao ver quem havia acertado. Claro que, com tantas pessoas naquele colégio, ela sem dúvidas tinha que acertar logo o gatinho mais comentado da aula de química… Trevor Milles.

— Cacete! 

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