Jordana
Eu estava deitada, mas o sono não vinha. O relógio na cabeceira marcava duas da manhã, e a angústia crescia a cada minuto. A casa estava tão quieta que eu podia ouvir minha respiração entrecortada pelo misto de raiva e tristeza que me sufocava. Ele ainda não havia voltado. Sabia onde ele estava, ou ao menos imaginava. Não precisava de provas para sentir a dor do desprezo, a dor de saber que ele preferia outra companhia à minha.
Quando finalmente ouvi o som da porta se abrindo, o meu co