Augusto Vilar
O sol da tarde sobre o vale tem uma tonalidade diferente daquela que reflete nos vidros fumês dos arranha-céus de São Paulo. Aqui, a luz não agride; ela acolhe. Eu estava parado no deck de madeira da nossa casa de campo, observando a linha do horizonte onde o verde das montanhas encontra o azul do céu, e me peguei sorrindo. Um sorriso genuíno, sem a ironia defensiva ou a polidez calculada que foram minhas únicas expressões por décadas.
Cinco anos.
Se eu pudesse voltar no tempo e