Leonel Bianchi
A boate pulsava com uma intensidade que, na maioria das noites, seria o combustível perfeito para o meu sistema. O baixo batia contra as paredes, o gelo tilintava nos copos e a luz estroboscópica fragmentava o ambiente em flashes de euforia barata. Meus irmãos estavam ali — Leonardo, Letícia e o enfadonho Charles, cujas teorias sobre “negócios de ouro” soavam como ruído branco, um zumbido constante de ambição mal direcionada que eu aprendera a ignorar anos atrás.
Letícia se afas