Silvia Silva
A manhã na livraria estava tranquila, o tipo de silêncio que convida à reflexão, mas que naquela terça-feira parecia carregado de uma eletricidade estática que eu não conseguia dissipar. Lana estava sentada no canto de sempre, concentrada em um livro de ilustrações, e Hannah, que acabara de entrar para me deixar a menina antes de seguir para o escritório dos Bianchi, parecia agitada.
— De onde você conhece o Leonel, Silvia? — ela perguntou, largando a bolsa no balcão com um estalo