Silvia Silva
O sino da porta da livraria tocou, um som cristalino que, naquela tarde de chuva incessante em São Paulo, soou como um aviso de perigo. Eu estava atrás do balcão, mergulhada em um exemplar de capa gasta que eu já lera dez vezes, tentando encontrar nas palavras de outros a paz que minha própria mente teimava em negar. Quando levantei os olhos e vi quem atravessava o portal, senti um solavanco na base da espinha.
Leonel Bianchi.
Ele não parecia o homem que eu imaginava, nem o predad