Leonel Bianchi
O mundo, como eu o conhecia, terminou às três da manhã de uma terça-feira chuvosa, sem estrondo ou aviso prévio.
Não houve um terremoto, apenas um suspiro que Silvia deu ao meu lado na cama, um som que, mesmo no sono mais profundo, fez cada célula do meu corpo entrar em alerta máximo.
Acordei instantaneamente. O ambiente estava imerso no silêncio da casa de campo, apenas o barulho da chuva contra o telhado de telhas coloniais. Silvia estava sentada, a respiração pesada, a mão a