Silvia Bianchi
O sol da tarde filtrava-se pelas persianas do quarto de hospital, desenhando listras de luz sobre o lençol branco onde eu repousava, ainda sentindo o corpo vibrar pelo esforço hercúleo das últimas horas. Mas, naquele momento, a dor física era apenas um eco distante, abafado pela sinfonia de emoções que preenchia o ambiente.
Lana estava sentada na poltrona ao lado da minha cama, e a cena diante de mim era, talvez, o quadro mais belo que meus olhos já registraram. Ela segurava Cla