Hannah Santana
O ar na mansão de Vitorino Bianchi tinha um peso diferente naquela noite. Não era o peso da opulência ou da autoridade que costumava intimidar quem cruzava aqueles portões de ferro, mas um peso carregado de história, de expectativa e, surpreendentemente, de uma ternura que eu nunca imaginei encontrar em uma das linhagens mais poderosas do país.
Amanhã.
A palavra ecoava na minha mente como o bater de um sino de prata. Amanhã, eu deixaria de ser Hannah Santana para me tornar Hanna