Lian Bianchi
O silêncio do meu escritório no 42º andar é, geralmente, o meu santuário. Mas, nos últimos três meses, esse silêncio foi preenchido pela presença constante, eficiente e irritantemente silenciosa de Júlia Cavalcante.
Eu a mantive por perto, a um braço de distância, sob uma carga de trabalho que faria qualquer outro profissional pedir demissão em uma semana. Eu queria testá-la. Queria ver até onde a "mulher da boate" aguentava ser a "secretária de ferro".
A verdade? Eu não tive