Cloe Avelar
O sol da tarde cobria os jardins da mansão quando a batida leve na porta do meu quarto interrompeu os meus pensamentos. Era um dos assistentes da administração, com o recado curto e direto: o senhor Vitorino exigia a minha presença no escritório principal.
Não havia espaço para recusa. Coloquei a minha melhor postura, endireitei os ombros e caminhei pelos corredores de mármore que eu já conhecia tão bem, mas que agora pareciam carregar uma eletricidade diferente, eu estava com raiv