Augusto Vilar
Dois dias depois, estávamos no parlatório. O cheiro de desinfetante barato e humanidade confinada era sufocante. Não que fosse novidade, mas era familiar até demais. Não era a primeira vez que entrava naquele lugar, mas o motivo que me levava ali me deixava inquieto. Quando Alvina entrou, escoltada por uma carcereira, houve um choque sistêmico.
Ela usava o uniforme da prisão, mas de alguma forma, ela o vestia como se fosse alta costura. O cabelo estava preso em um coque rigoroso