Julian Cedric
A primavera em Paris tinha uma maneira muito particular de se anunciar. Ela não chegava de repente; vinha em sussurros, carregada pelo vento fresco que trazia o perfume das flores desabrochando nos parques e o calor suave de um sol que parecia querer compensar os meses de cinza e chuva. Era o cenário perfeito para um recomeço, ou melhor, para a consagração de tudo o que viemos construindo com suor, paciência e uma liberdade que custamos a conquistar.
Nós não queríamos um grande c