Sabrina Duran
A escuridão do interior não é como a escuridão de São Paulo. Na cidade, a noite é um animal tingido de laranja e neon, um breu falso que nunca dorme de verdade. Mas aqui, no meio do nada, a noite é um manto pesado, cheirando a terra úmida e a mistérios que não envolvem sirenes ou o barulho de saltos no asfalto.
Quando o carro de Augusto finalmente parou diante do portão de madeira maciça, eu senti um calafrio que não tinha nada a ver com a temperatura caindo lá fora. Eu estava de