Hannah Santana
Abri a porta do apartamento com uma leveza que eu não sentia há anos. Meus pés pareciam não tocar o chão; eu estava literalmente pisando nas nuvens. O ar nos meus pulmões ainda parecia o ar puro daquela altitude, e o silêncio do planador ainda ecoava na minha mente, abafando o barulho constante da cidade e as vozes da insegurança que costumavam me assombrar.
O apartamento estava mergulhado naquela penumbra acolhedora de fim de dia. O cheiro de café fresco e de brinquedos de plás