Letícia Bianchi
O aeroporto de Guarulhos, com seu fluxo frenético de pessoas que se despedem ou se encontram, parecia um lugar estranho para mim.
Eu estava ali, com duas malas grandes e um passaporte que guardava não apenas o visto, mas a minha primeira decisão soberana. Paris me esperava, com suas ladeiras, seus bistrôs e a promessa de um anonimato que eu nunca ousara desejar.
Deixar tudo o que conhecia para trás — o nome, o sobrenome, as expectativas, o peso das escolhas de mamãe e o vazio