Júlia Cavalcante
O sangue pareceu fugir do meu rosto, deixando minha pele tão fria quanto o mármore do saguão. Olhei para aquele jarro de rosas vermelhas e, por um segundo, o perfume doce e invasivo das flores me causou uma náusea que nenhum enjoo matinal fora capaz de provocar. Era uma náusea de alma. Vermelho. A cor que ele sempre dizia ser a "nossa" cor, pois gostávamos da mesma tonalidade do vermelho das rosas.
— O que é isso? — a voz de Lian chicoteou o ar, carregada de uma fúria que e