Minha mãe entrou no quarto e fechou a porta com um clique suave, como se o som pudesse acordar os fantasmas que viviam naquela mansão. Ela olhou para a mala aberta em cima da cama e depois para o meu rosto pálido.
— Você vai mesmo, não vai? — a voz dela era um sussurro quebrado.
Eu parei de dobrar uma blusa e encostei na cômoda, sentindo minhas mãos tremerem. A lembrança de dois anos atrás veio como um soco no estômago.
— Eu preciso, mãe. Você sabe o que aconteceu da última vez... — abaixei o o