Quando entrei no quarto, vi Beatrice já deitada, enfiada debaixo dos lençóis. As luzes estavam apagadas, as cortinas fechadas, como se ela quisesse se esconder do mundo — ou de mim. O silêncio era opressor. Com um gesto hesitante, acendi uma das lâmpadas, iluminando o ambiente em tons suaves.
— São apenas nove horas — comentei, notando que ela não estava dormindo, apenas envolta em uma névoa de mau humor. Beatrice permaneceu calada, mas depois de alguns segundos, suspirou pesadamente e se sento