— Desculpe? — perguntei, sem entender direito o que acabara de ouvir.
— Eu… prefiro mulheres mais magras que você — resmungou o homem, sua voz grossa e embriagada, como se lutasse para se manter ereto no banco. Ele sequer olhava para mim, oscilando de maneira quase patética, e ainda assim seu desdém era explícito. Desviei o olhar, sentindo uma onda de incredulidade — e, antes que percebesse, ajustei o tecido do vestido preto sobre a cintura, subitamente autoconsciente.
— Como é? — Minha voz sai