Dois Segredos, Uma Bomba
O vento cortava o estacionamento da Penitenciária como uma lâmina fria.
Augusto permaneceu encostado no carro, a carta ainda aberta em sua mão.
Thomas estava ao lado, segurando o próprio paletó como se algo dentro dele tivesse desmoronado.
O silêncio entre os dois pesava como chumbo.
Thomas passou a mão no rosto, respirando fundo.
— Como… como a gente não viu isso? — a voz dele saiu baixa, trincada. — Ele sempre esteve lá. No meio de tudo. Ajudando nas inves