Ecos do Passado
O relógio da sala já passava das nove da noite quando Augusto serviu mais uma dose de whisky. O líquido âmbar girava lento no copo de cristal, mas a ardência na garganta era pequena diante do amargor que corroía por dentro.
A cada gole, os olhos de Eloise voltavam à sua mente. O olhar dela — ferido, dilacerado — ainda o perseguia.
Ele fechou os olhos, pressionando a têmpora.
Foi quando passos firmes a campainha trocou. Ao abrir a porta, a surpresa.
— Augusto. — a voz