Um mês remoto. Pelo menos um. A ideia parecia absurda e inevitável ao mesmo tempo. Sentei perto da janela, de frente para as colinas ainda cobertas por uma névoa fina. O sol começava a romper as nuvens, iluminando tudo com uma calma que eu definitivamente não sentia.
O mundo não parava porque o meu tinha virado de cabeça pra baixo.
Respirei fundo antes de pegar o celular. Os dedos tremeram levemente enquanto eu digitava para o Sr. Moreira, dono da agência onde eu trabalhava. Direto, sem florei