O closet de Adam parecia maior do que deveria naquela noite silenciosa.
Ele ficou parado em frente aos ternos alinhados, ainda sem camisa, o corte na lateral do abdômen marcado, mas já firme. A postura, entretanto… impecável. Tensa. Contida. Perigosamente estável.
Marcus, encostado na porta, o observava com o cuidado de quem vigia uma bomba prestes a explodir.
— Você vai mesmo? — ele perguntou, direto.
Adam passou o dedo pelo tecido de um terno azul-marinho.
— É um evento público — respondeu, devolvendo o terno ao cabide.
Pegou um cinza-chumbo.
Analisou.
— Também não.
Marcus suspirou.
— Adam, você sabe que não é o noivo, né? Porque essa concentração aí… parece que é você quem vai subir ao altar
Adam ignorou.
Até parar diante do terno preto.
Preto profundo.
Preto de luto.
Preto de guerra.
Ele tocou o tecido como quem reconhece um aliado antigo.
— Esse.
Marcus franziu a testa.
— É uma operação, Marcus.
Marcus soltou um suspiro tenso.
— Você acha mesmo que consegue tratar isso como opera