A cidade passava pela janela sem foco algum. Adam dirigia rápido demais, mas era como se sua mente estivesse quilômetros à frente do carro. O que ouvira de Isabella martelava na cabeça como um eco impossível de silenciar.
Quando o semáforo fechou, ele não viu de imediato. Só percebeu o vermelho quando já estava quase atravessando. Pisou no freio com força, o carro derrapou levemente e um pedestre, que se preparava para atravessar, recuou para trás com um susto visível.
Adam levantou a mão em desculpa automática, mas seu coração estava batendo tão forte que parecia deslocado do próprio corpo. Ele respirou fundo, tentando recuperar o controle.
“Droga.” Um sussurro grave escapou, mais para si do que para o trânsito.
Não era comum para ele perder o foco. Muito menos se arriscar no volante. Mas nada no dia tinha sido comum. Adam apertou o volante com força. Ele precisava chegar ao loft. Precisava falar com Camille. Precisava colocar todas as peças na mesa antes que o risco se tornasse irre