Adam saiu da sala de Isabella como se precisasse de ar, mas o que realmente faltava era espaço para a própria raiva. Marcus ficou ao lado dele, atento, sem dizer nada, sabia reconhecer quando Adam Bennett estava segurando o mundo com as mãos. Adam apoiou-se na parede por um segundo. Respirou fundo e pegou o celular.
— Você vai ligar pro Dante? Marcus perguntou, baixo.
— Ele precisa saber da chantagem. Ele precisa saber de tudo.
Ele apertou “ligar”. Dante atendeu no primeiro toque.
— Adam? Conseguiu pegar quem estava no terminal?
Adam fechou os olhos por meio segundo.
— Peguei.
Silêncio. Dante percebeu o peso no tom.
— Quem era?
Adam inspirou fundo, as palavras como vidro sendo mastigado.
— Isabella.
Dante não respondeu de imediato.
— Isso não faz sentido. A Isa nunca…
— Eu sei. E ela não fez isso por vontade própria.
Marcus cruzou os braços, ouvindo tudo.
Adam continuou, a voz grave, cada palavra precisando de controle:
— Dante… um homem ligado à Valverde se aproximou dela uma noi