O carro preto parou em frente à clínica. A porta traseira abriu com um estalo, e Camille desceu ainda com as pernas trêmulas, Lucas desceu logo atrás. Antes que ela pudesse recuar, Lucas a puxou para um abraço. Não foi calculado, foi um abraço desesperado, cheio de culpa, medo e… emoção.
— Meu Deus, Camille… ele sussurou sentindo o cheiro do cabelo dela, a voz falhando. Eu achei que fosse dar tudo errado. Eu achei…
Camille ficou rígida por um segundo, pegando o ar de surpresa, mas não o empurrou. E isso foi o bastante. Porque do outro lado da rua, no escuro, Marcus tinha acabado de frear o carro, Melissa ainda estava tirando o cinto. Adam não esperou, Avançou.
Os olhos dele queimavam com um tipo de raiva silenciosa, fria, quase animal. A luz fraca da rua desenhava a tensão no maxilar, a mão ferida fechada em punho, o peito subindo rápido. Camille nos braços do homem que tinha quebrado ela, o homem que a traiu e a colocou em perigo. O corpo de Adam enrijeceu de um jeito que até Marcus