Adam abriu a porta do carro e saiu primeiro, como sempre fazia quando o instinto assumia o comando. Caminhou até o lado dela, abriu a porta e estendeu a mão. Camille saiu e, assim que seus pés tocaram o chão da garagem, percebeu algo que não vira antes: dois seguranças postados na entrada interna, ao lado do elevador privativo.
E ambos se endireitaram ao ver Adam.
— Senhor Bennett, cumprimentaram, quase em uníssono.
Camille piscou, ela não tinha percebido o quanto Adam era respeitado, ou temido. Não era um “boa-noite” casual. Era postura de quem responde a ordens de um homem importante demais para ser ignorado. Adam apenas assentiu, curto, objetivo, como quem estava acostumado a comandar sem fazer força.
Camille sentiu o estômago apertar, ela realmente não conhecia mais o homem que ele tinha se tornado.
Adam pressionou o botão do elevador. O silêncio entre eles era denso, mas não desconfortável, apenas carregado do peso do que havia sido dito no carro. A porta abriu, e eles entraram,