Anna
Acordo cedo, como sempre nos sábados. Mesmo que o corpo implore por mais algumas horas de sono, minha mente já está alerta. São seis e quarenta da manhã quando coloco os pés no chão frio do quarto. Alongo o corpo com um suspiro e sigo até a cozinha.
Faço café, coloco o pão para aquecer, e deixo a mesa pronta com a tranquilidade de quem já repetiu esse ritual centenas de vezes. Depois, vou até o quarto do meu pai. Ele ainda dorme, com o aparelho de oxigênio ligado, a respiração lenta e cons