Fico porque não sei partir. Fico porque é o certo. Mesmo que tudo dentro de mim queira estar em outro lugar.
Anna
O relógio marca duas e quinze da tarde quando ouço a campainha. Meu coração dispara sem permissão. Limpo as mãos no pano de prato, ajeito o cabelo rapidamente e caminho até a porta. Quando abro, a última coisa que espero ver é o que vejo.
Rafael. Sorrindo. E ao lado dele, um garotinho de no máximo cinco anos, de camiseta listrada e tênis com luzinha.
— Oi. — Rafael diz, com aquele tom leve. — Espero que não se importe... trouxe companhia.
Fico congelada por um segundo. Meu olhar vai do sor