Nenhum outro me fez sentir que, se me aproximar um pouco mais, posso queimar.
Não trocamos nenhuma palavra que não seja profissional. Mas quando ele me olha — quando diz meu nome daquele jeito — é como se falasse direto com algo que mora quieto dentro de mim, num lugar que eu mesma evito tocar. É avassalador.
Essa atração que sinto por ele... não é qualquer coisa. Não é só o físico, embora meu corpo reaja como se conhecesse o dele há milênios. É o jeito que ele me observa, com precisão e contenção. Como se me estudasse. Como se me desafiasse. Como se me… admirasse.
E por