Meu coração despenca.
Raul
Ainda estou no estacionamento.
O vento esfria mais. A noite engole os prédios com uma lentidão quase cruel. Minha cabeça pulsa. As palavras dela ainda ecoam como socos bem dados:
"Eu ainda estou aqui. Mas não por muito tempo."
Fecho os olhos, tento respirar. Tento não sentir.
Mas então o celular vibra no bolso.
Dara.
Abro a mensagem, e o impacto vem seco. Sem alarde.
“Oi, amor. Você pode vir aqui hoje? Eu queria te mostrar uma coisa. Só se for agora. Não quero estar sozinha.”
Meu coração d