O ar parecia mais pesado na sala da minha casa naquela tarde.
A luz do sol entrava pelas janelas, mas nada conseguia dissipar a escuridão que se acumulava dentro de mim.
Ruan estava sentado à minha frente, segurando aquele maldito envelope como se fosse uma bomba prestes a explodir.
Eu não estava com paciência para rodeios.
Cruzei os braços, encarando-o.
— Vamos lá, Ruan. Diga logo o que você descobriu.
Ele me olhou com uma expressão séria, quase cautelosa, o que só me irritou ainda ma